"Há o hábito de pensar que se entra numa biblioteca para procurar um livro. Não é verdade. Sim, por aí começa, mas o que na verdade se busca é a aventura." Umberto Eco

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Escola, uma porta aberta ao mundo





Em Maio, os alunos do 1º Ciclo de Penamacor vão comemorar o Ano Europeu do Diálogo Intercultural em várias actividades que terão como base a noção de multiculturalismo, de diversidade ou de respeito pela diferença.

O Ano Europeu do Diálogo Intercultural (AEDI, 2008) foi instituído por uma decisão do Parlamento Europeu, de 18 de Dezembro de 2006 (http://www.aedi2008.pt/).

O Ano Europeu deverá promover o diálogo intercultural e fomentar a consciência dos cidadãos para a diversidade cultural baseada em valores comuns.

A Primavera da Europa 2008 complementa o Ano Europeu ao levar às escolas o diálogo interculural e tornando os jovens conscientes da nossa herança cultural Europeia comum.


Poema à Mãe


No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.

Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.

Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
Esqueceste que as minhas pernas cresceram,
Que todo o meu corpo cresceu,
E até o meu coração
Ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me?
- Às vezes ainda sou o menino
Que adormeceu nos teus olhos;

Ainda aperto contra o coração
Rosas tão brancas
Como as que tens na moldura;

Ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
No meio do laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
E todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
Dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, "Os Amantes sem Dinheiro"

Dia da mãe...é nos 365 dias do ano que devemos dar mostras do nosso amor...convencionou-se este, prestamos-lhe homenagem nem que seja com uma pequena flor....simboliza todos os outros dias do ano.

O Mural da Primavera

A Primavera chegou à Biblioteca Escolar…


Na Primavera usamos roupas mais leves. O tempo está mais quentes e o Sol está a brilhar um pouco mais que no Inverno.


Há mais alegria, as flores estão mais floridas, as árvores começam a deitar as suas folhas e também os seus frutos. Os passarinhos começam a cantar muito e também a fazer os seus ninhos.


As borboletas começam muito alegres a voar no bosque.


Autoria: Alunos das AECs

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Dia Internacional do Livro Infantil

Os livros iluminam, o conhecimento encanta

A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.

Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.

Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.

Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.

As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.
Chakrabhand Posayakri